Dicas para quem quer comer menos

Algumas dicas importantes para conseguir comer menos.

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Perder peso pode ser um desafio intimidante para quem procura perder alguns quilos e recuperar alguma saúde no processo. Mas antes do desafio de uma dieta são algumas as dicas para quem quer começar a comer menos. Fique a conhecer algumas.

São muitos os hábitos que temos aos quais não damos grande atenção. O que quer dizer que por vezes podemos tomar como naturais pequenos comportamentos que na verdade podiam perfeitamente ser mudados para nosso benefício. É assim com a alimentação também. Na hora de comer há vários pequenos gestos que podem fazer a diferença para melhor ou para pior. Por isso, quem quer perder alguns quilos pode começar já hoje a tomar em atenção a pequenas coisas que podem fazer a diferença na hora de pesar.

Dicas para comer menos
Escolher bem os alimentos e a quantidade

Uma alimentação correta faz-se com variedade e porções adequadas, nunca dispensando alguns nutrientes essenciais. Legumes e frutas são ótimas ajudas para quem quer controlar o que come. Devem-se comer diariamente, crus ou ligeiramente cozidos e a todas as refeições. Além de vitaminas e minerais, as frutas e legumes contêm fibras, sem valor energético mas essenciais ao bom funcionamento dos intestinos. Mas atenção, mesmo a fruta não pode ser em excesso. E quem não é grande apreciador de legumes pode optar por uma boa sopa. É que além de nutritiva, uma sopa antes do prato, ao almoço ou ao jantar, é meio caminho andado para controlar a saciedade.

Do prato para o copo surgem outras sugestões. Beber seis a oito copos de água por dia, ou cerca de 1,5 litros, é o valor habitualmente aconselhado por nutricionistas. A água hidrata o organismo, previne a prisão de ventre e facilita a drenagem de toxinas. Ter o cuidado de substituir alguns dos refrigerantes mais calóricos que habitualmente se consomem é mais uma excelente forma de evitar calorias em excesso.

Não saltar refeições

Comer muito nunca é boa solução. O ideal é manter regularidade na hora das refeições (nunca saltar o pequeno-almoço, por exemplo) mas também frequência. Comer de três em três é um conselho já conhecido e que ajuda a que refeições como o almoço ou o jantar possam ser servidas em menores porções, sem que a pessoa se sinta de estômago vazio. “Introduzir pequenos snacks ao longo do dia”, como sugerira a nutricionista Inês Gil Forte, é uma forma adequada de aplicar esta receita. Se comer várias vezes ao dia acabará por comer menos de cada vez, sem sentir fome. Conseguirá assim manter o seu peso ou até perder alguns quilos em excesso. Mas, acima de tudo, sentir-se-á melhor.

Aprenda a conhecer-se melhor:

A melhor forma para se encontrar uma solução começa por se conhecer bem o problema. Tomar nota das refeições é uma excelente forma de uma pessoa tomar consciência do que consome, para saber o que pode fazer de diferente. Convém também perceber-se as razões por trás do peso – que podem ser da mais variada índole e implicar acompanhamento, ou inclusive um diagnóstico especializado.

Mas como é de pequenos hábitos que falamos, sugerimos um exercício: pensar se aquelas bolachas de chocolate que se comem antes de ir para a cama, ou aquele doce que habitualmente se come a meio da manhã, não têm mais razões por trás que vão além da simples fome (ou gula). Por vezes refletimos na alimentação algumas situações da nossa vida (stress, problemas emocionais, baixa autoestima, entre outros exemplos).

O ideal mesmo é saber se não estamos a tentar resolver com comida alguma situação da nossa vida. Ou, como alerta Inês Gil Forte, convém ter sempre em conta que “os hábitos de vida sociais também são essenciais quando falamos de peso”.

Mude a postura à refeição

Comer também é, convém nunca esquecer, um prazer. No livro Peso, uma questão de peso, Paula Veloso e Teresa Maia dão-nos também algumas soluções muito simples e fáceis de aplicar. Pequenas sugestões relativamente à louça, como utilizar pratos mais pequenos (o que nos dá a sensação de haver mais comida, já que o prato até pode estar cheio e as porções serem menores) ou até pousar os talheres entre garfadas, para prolongar o tempo que se está a mastigar (ou seja, dá-se mais tempo ao nosso cérebro para assimilar e gerir a informação de que nos estamos a alimentar).

As autoras sugerem também que, quando sobra a comida, é preferível guardar em vez de se comer, mesmo que a quantidade seja pequena. Alimentos picados ou cortados em fatias ou pedaços pequenos também dão a sensação de maior quantidade. Tal como certos alimentos cujo volume não corresponde necessariamente a um maior valor energético. Basta pensarmos numa melancia, bastante baixa do ponto de vista calórico, embora aos nossos olhos até dê a sensação de se estar a ingerir uma quantidade grande de comida.

Ter em atenção as quantidades é outro fator essencial. Toda a gente tem organismos e necessidades muito diversas. O tipo de trabalho e as horas de sono também devem ser tidas em conta quando se pensa em quantidade. É uma questão de saber adequar a quantidade à necessidade. Comer distraído (a ver televisão, a trabalhar em frente ao ecrã) pode contribuir para se perder a noção do quanto e do que se está a comer. A refeição deve ser degustada, com o tempo e a atenção devidas. Para além disso devem-se evitar repetições e é até possível ir-se reduzindo aos poucos as porções, já que o estômago tem capacidade para se ir ajustando às quantidades.

A isto acrescentamos outra dica muito simples: escovar os dentes. Para além da higiene oral, que também é essencial, escovar os dentes ajuda a tirar o sabor dos alimentos. É mais uma ajuda na hora de evitar a tentação de comer em excesso.

Ser consistente e realista

Já falámos sobre a moderação e regularidade que se deve manter nas refeições. Mas para quem quer começar já a controlar o peso com estes pequenos gestos convém nunca esquecer que a saúde vem antes da estética. E que esta requer acima de tudo consistência. É natural que todos tenhamos os nossos deslizes alimentares – somos humanos, com tudo o que isso implica na hora de fazer escolhas. Desde que não se faça disso uma constante e se perceba que os resultados positivos não acontecem por milagre, será com certeza mais fácil começar a mudar pequenas coisas, sem grandes dificuldades. E sentir no futuro os resultados positivos.

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