Mau hálito, qual a causa e como tratar

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O mau hálito, embora não seja uma doença, causa desconforto e pode trazer constrangimentos a nível social.

Deixar de beijar alguém ou até evitar falar não é solução para ninguém. O melhor mesmo é procurar ajuda especializada e saber como agir. Veja como pode vencer a halitose.

É na boca, com o trabalho dos dentes, que tem início a digestão. À medida que os alimentos vão sendo digeridos e absorvidos pelo organismo, o seu odor vai sendo expelido pelos pulmões, boca e narinas.

Alimentos com um odor particularmente forte (e pensemos no alho, na cebola ou num tempero como o caril) serão mais facilmente notados mas a verdade é que até o processo digestivo chegar ao seu termo, os alimentos continuam no organismo. Tal como o seu odor. Não estranhe por isso que por vezes se dê o caso de ainda sentir o odor a alho, mesmo já depois de ter lavado os dentes.

A halitose em si não é uma doença. Na verdade trata-se apenas do termo médico que designa o mau hálito. Mas além de poder constituir um problema em termos de relações sociais (os odores corporais desagradáveis não são o tipo de assunto de que se costume falar abertamente), o mau hálito pode ser resultado de falta de cuidado nos hábitos de higiene ou até esconder algum problema maior de saúde.

De onde vem este odor? De onde vem o mau hálito?

Ana Ferro, dentista, explica-nos que a halitose pode ter origem intraoral ou extraoral. Em cerca de 90 por cento dos casos, o problema está mesmo na boca e é aí que pode ser resolvido. Em relação à origem intraoral, explica-nos a especialista, “esta pode estar relacionada com doença periodontal (também designada halitose patológica) ou com a acumulação de uma carga bacteriana elevada na superfície da língua (halitose fisiológica)”.

Se a pessoa não escovar os dentes de forma eficaz diariamente – e nunca é demais lembrar que o uso do fio dentário também é recomendado – há partículas de comida que podem permanecer na boca. Hábitos como o tabaco contribuem para o mau hálito.

O “esquecimento” ou a pouca eficácia na higiene oral pode assim promover o crescimento de bactérias entre os dentes, em torno das gengivas e na língua.

O mau hálito é só uma das consequências possíveis mas tendo em conta o impacto que este pode ter numa simples conversa entre colegas ou num beijo entre namorados, é fácil de perceber porque é que o mau hálito é um problema.

E atenção: tentar simplesmente disfarçar o problema com uma pastilha elástica ou com spray, como na imagem acima, é só isso mesmo: disfarçar.

“As consultas regulares ao dentista são essenciais”, alerta Ana Ferro. Mesmo que a pessoa até tenha o cuidado de escovar os dentes todos os dias, pode dar-se o caso de a escovagem não ser eficaz. Existem técnicas diferentes e dicas que podem ser úteis (a este propósito pode ler mais aqui).

A este propósito, a especialista recorda, por exemplo, que “é fundamental ter uma correta higiene oral, não esquecendo a escovagem da língua“. Em todo o caso a ida ao dentista não é apenas útil para se saber o estado em que se encontra a dentição.

É também uma altura perfeita para tirar dúvidas, por mais simples que sejam, com o especialista, para saber se os cuidados com a higiene que tem tido são os mais indicados e o que pode ainda fazer para melhorar.

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