Primeira consulta de Ginecologia

Primeira consulta de Ginecologia
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A primeira consulta de Ginecologia é de suma importância em qualquer pessoa. Tenha ou não namorado, a sua filha pode abordar com um médico as grandes questões da sexualidade, ou falar de contracepção. Eis algumas respostas para outras tantas perguntas pertinentes.

Com que idade deve a minha filha considerar esta primeira visita?

A primeira visita deverá ocorrer sempre que existam queixas que o justifiquem. Não sendo assim, deverá ser feita aquando do início das relações sexuais. No entanto, no sentido de criar confiança e levar ao conhecimento do universo que envolve uma consulta, a jovem poderá acompanhar a mãe, ou irmãs mais velhas, nas idas das mesmas ao ginecologista.

Para que médico devo começar por a orientar?

O médico ginecologista é o mais capacitado. No entanto, o recurso ao médico de família ou pediatra também pode ser uma boa opção. Nos centros de saúde e hospitais existem consultas de ginecologia e de planeamento familiar, algumas delas específicas para adolescentes. Todavia, nem sempre estão reunidas as condições ideais para o atendimento das jovens.

Caso já tenha tido uma relação sexual, a adolescente deve consultar o médico?

Sim, os objectivos são a comunicação e o rastreio das doenças transmitidas sexualmente (DTS).
As organizações internacionais recomendam que, após o início das relações sexuais, seja efectuada uma colpocitologia, exame simples e indolor que consiste na recolha de células do colo uterino. Permite o diagnóstico precoce de lesões virais (vírus do Papiloma humano) potencialmente graves. Deve também ser feito o rastreio de outros agentes, nomeadamente Clamídias, porque frequentemente as infecções são assintomáticas e podem, como resultado, apresentar riscos de infertilidade.

Devo acompanhá-la?

A decisão deve ser da adolescente. É normal que a jovem não deseje abordar certos assuntos em frente da mãe.

Primeira consulta de Ginecologia

Como decorre a entrevista?

O médico começa por interrogar a jovem sobre os seus antecedentes pessoais: data das primeiras regras, eventuais relações sexuais, hábitos de vida, tratamentos ou doenças. As perguntas incidem, seguidamente, sobre as dores durante as regras, a higiene íntima ou a utilização de tampões no período menstrual.

O médico desempenha também um papel muito importante na informação sobre as doenças transmitidas sexualmente, entre as quais a SIDA – HIV, e sobre os diferentes métodos contraceptivos. Responderá, evidentemente, a todas as perguntas que possam preocupar as adolescentes. Por exemplo, é muitas vezes necessário dar informações exactas sobre a sua primeira relação sexual: embora a ruptura do hímen seja geralmente fácil e pouco dolorosa, há casos em que é mais complicada.

No entanto os sangramentos abundantes são a excepção. Nessa ocasião é sempre bom lembrar que é preferível que essa primeira experiência seja verdadeiramente desejada e que é absolutamente necessário que seja utilizado um meio contraceptivo.

Uma gravidez indesejada pode resultar de um único contacto. Por outro lado, devem ser explicadas quais as atitudes a adoptar em caso de ruptura do preservativo ou quando este resvala para o interior da vagina. A jovem deve ser também informada sobre a contracepção do dia seguinte, que será vendida sem receita a partir de agora, e dos intervalos quanto ao teste da sida. Os assuntos não faltam e variam, claro, consoante as jovens, a sua idade e a sua maior ou menor experiência.

O exame ginecológico é feito por rotina?

No caso de uma jovem que nunca tenha tido relações sexuais ter queixas ginecológicas não existem quaisquer razões para que lhe seja feito o exame.

O primeiro exame pode ser doloroso?

O desconforto ou eventual dor associada ao exame dependem do desconhecimento e do medo do que vai ser feito. Uma explicação detalhada do exame, com recurso a imagens, pode apresentar-se como uma boa ajuda. Porém, o mesmo não deve ser forçado e haverá sempre oportunidades para que se realize. Mesmo as mulheres adultas que vão regularmente ao ginecologista sentem sempre uma certa apreensão quando vão ser observadas.

Onde se dirigir?

Como já foi referido, no nosso país, nem sempre existem consultas de planeamento familiar acessíveis para a população, de um modo geral. Assim, qualquer esclarecimento pode ser obtido através dos números informativos:

• Para todo o País:
Associação Para o Planeamento da Família
Rua da Artilharia 1, n.º 38 – 2º dt.º
Lisboa
Telfs.: 800.222.002 ou 800.202.120 (números verdes)

• Em Lisboa:
Além dos serviços da APF, no Centro de Saúde da Lapa, existe uma consulta de adolescentes que, sem burocracias e com um horário flexível, atende jovens dos 12 aos 21 anos.
Tel.: 21.393.24.70

Recorde que a primeira consulta de Ginecologia não deve nunca ser descartada!

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