O que é o folato ou ácido fólico e qual a função para a saúde.

Saiba o que é o folato, a função no organismo humano e sintomas da sua deficiência.

O que é o folato ou ácido fólico e qual a função para a saúde.
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O folato ou ácido fólico é uma vitamina hidrossolúvel do complexo B, também conhecida como folacina. Foi reconhecido como tal em 1938. Entre os alimentos, o primeiro a ser reconhecido como fonte de ácido fólico isolado foi o espinafre. A forma química na qual é encontrado nos alimentos é o ácido pteroilglutâmico.

Nas pessoas adultas, o folato é absorvido primariamente no primeiro terço do intestino delgado. Sabe-se também que há microrganismos colonizadores do intestino delgado capazes de sintetizar o folato. Isso acontece através dos componentes químicos dos alimentos ingeridos. Parte desse folato pode ser absorvido pelo organismo.

A maior percentagem do ácido fólico absorvido no intestino é conduzido ao fígado, onde a sua forma química se vê alterada. A sua redistribuição aos tecidos do organismo dá-se através da bílis. Calcula-se que um mínimo de 50% do folato existente no organismo fique armazenado no fígado. A excreção do folato excedente é feita pelo sistema renal, na maior parte.

Função do ácido fólico e consequências da sua deficiência

O ácido fólico actua no organismo como receptor e doador de unidades de carbono numa variedade de reacções envolvendo o metabolismo de aminoácidos e ácidos nucleicos. Basicamente, o ácido fólico age como transportador de certos compostos orgânicos. Tratando-se de células sanguíneas, o folato é indispensável no transporte do carbono necessário à formação do grupo “heme” da hemoglobina e mioglobina.

O Folato ou ácido fólico, também conhecido como vitamina B9, é um nutriente que participa de várias funções no organismo, tais como:

  • Conservar a saúde do cérebro, prevenindo problemas como a depressão;
  • Participar da formação do sistema nervoso do feto durante a gravidez;
  • Fortalecer o sistema imunológico;
  • Prevenir anemia, por estimular a formação de células do sangue;
  • Prevenir câncer de cólon, por prevenir alterações no DNA das células;
  • Prevenir doenças cardíacas e infarto, por reduzir a homocisteína e manter a saúde dos vasos sanguíneos;
  • Controlar a evolução do vitiligo.

Também tem um papel fundamental na síntese de compostos utilizados na formação das nucleoproteínas (DNA e RNA), as quais são essenciais para a divisão celular e transmissão de traços hereditários. Logo, pode ser considerado como sendo indispensável na formação do feto. Além disso, é essencial para a formação das células vermelhas (eritrócitos) e brancas (leucócitos) na medula óssea e para a sua maturação.

A deficiência de ácido fólico é a hipovitaminose, mais frequentemente observada no homem. A principal consequência relaciona-se com o metabolismo do ADN, o que resulta em alterações da morfologia nuclear das células, especialmente nas de multiplicação rápida como eritrócitos, leucócitos e células epiteliais do estômago, bem como do intestino.

Visto que o folato é necessário para a síntese RNA, DNA e das proteínas, não surpreende que a exigência de ácido fólico (e, consequentemente, o risco de deficiência) seja elevado durante períodos de rápido crescimento ou de elevação da actividade metabólica (gestação, lactação).

As consequências da deficiência severa de folato incluem redução no crescimento, anemia megaloblástica, glossites e distúrbios do trato gastrointestinal. Níveis de ácido fólico abaixo do considerado normal em gestantes implica numa série de resultados negativos para o feto, incluindo baixo peso ao nascer, problemas na placenta, displasia cervical e defeitos no tubo neural. Assim, é recomendável a suplementação nutricional, especialmente no primeiro trimestre da gestação, período em que o tubo neural está a ser formado.

A ingestão reduzida de folato por longos períodos também está correlacionada com altos níveis de homocisteína, que por sua vez está associada ao aumento do risco de aterosclerose e outras formas de doenças vasculares. Entretanto, não está claro se a suplementação com ácido fólico é eficaz na redução desses riscos.
A toxidade do ácido fólico está ligada a doses elevadas, administradas via injecção intramuscular, que afectam o sistema nervoso. Nas condições normais de consumo, o aumento na ingestão diária de folato não tem efeitos colaterais.

alimentos ricos em folato

Onde está presente o Folato e como podemos ingerir para cobrir as necessidades?

O fotalo está amplamente distribuído nos alimentos. O conteúdo é variável conforme o tipo, estado de maturação e parte do alimento em questão. Algumas formas químicas da vitamina são estáveis ao calor e outras não. Há uma perda considerável de folato nos alimentos armazenados à temperatura ambiente, e mais ainda em temperaturas altas como durante a cozedura.

Por ser na realidade uma vitamina hidrossolúvel e susceptível à degradação em temperatura elevada, é recomendável submeter os alimentos o mínimo tempo possível ao calor. A água também deve estar na menor quantidade necessária e, se possível, ser reaproveitada noutra preparação (sopa, molhos, tartes).

A seguinte tabela mostra os alimentos ricos em ácido fólico e a correspondente porção dessa vitamina por cada 100g de cada alimento:

Alimento (100g) Ác. Fólico (mcg) Alimento (100g) Ác. Fólico (mcg)
Espinafre 150 Brócolis cru 90
Flocos de milho 167 Couve manteiga 78
Fígado de vaca frito 350 Cogumelo cru 44
Feijão 210 Manga 36
Salsa 170 Tomate 17
Espargo 155 Laranja 31
Couve-de-bruxelas 110 Flocos de aveia 56
Feijão-frade cozido 210 Pão integral de trigo 31

Excelentes fontes alimentares de folato incluem os cereais enriquecidos, os sumos de frutas cítricas, os espargos, o espinafre, o feijão e a lentilha. Outros alimentos podem conter folato em menores quantidades e, dependendo da frequência e do volume diário consumido, podem ser representativos na ingestão diária da vitamina.

A quantidade recomendada de folato ou ácido fólico a ser ingerida diariamente depende da idade, como podemos conferir na seguinte tabela:

Idade Quantidade de Ác.Fólico
0 a 6 meses 65 mcg
7 a 12 meses 80 mcg
1 a 3 anos 150 mcg
4 a 8 anos 200 mcg
9 a 13 anos 300 mcg
14 anos ou mais 400 mcg
Mulheres grávidas 600 mcg
Mulheres que amamentam 500 mcg

Tenha atenção que qualquer suplementação de ácido fólico deve sempre ser efectuada sob a orientação do seu médico de família e/ou nutricionista. A suplementação baseada em fármacos, geralmente só é recomendada nas situações de grande deficiência dessa vitamina, anemia ou para mulheres grávidas.

suplemento de ácido fólico

Sendo o ácido fólico é uma vitamina solúvel em água, o seu excesso pode geralmente ser eliminado de forma bastante fácil através da urina. Contudo, o uso de suplementos de ácido fólico sem orientação médica poderá causar problemas desconfortáveis como dor no estômago, náuseas, comichão na pele e anemia. Regra geral a quantidade máxima de folato a ser ingerida por dia é de 5000 mcg, quantidade essa que normalmente não é ultrapassada com uma alimentação equilibrada.

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A percentagem de mulheres que faz suplementação de ácido fólico antes da gravidez está a aumentar mas ainda está longe de ser a ideal. A maioria das mulheres toma este suplemento durante o primeiro trimestre de gravidez, mas apenas 45% começam a fazê-lo antes de engravidar, precisamente a fase em que esta medida de prevenção de anomalias congénitas faria mais efeito.

Ao ingerir este composto antes de engravidar, a mulher poderá com isso reduzir “entre 70% a 80% o risco” de o seu bebé vir a ter defeitos do tubo neural, um conjunto de anomalias congénitas que incluem a anencefalia (ausência total ou parcial do encéfalo e da caixa craniana) ou outro problema como a espinha bífida, que se caracteriza por ser uma falha no desenvolvimento da coluna vertebral do bebé.

Os problemas de saúde descritos podem ocorrer até ao 28.º dia de vida do feto, período no qual a esmagadora maioria das mulheres ainda não tem conhecimento que estão grávidas.

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