Rubéola e Gravidez

Rubéola e Gravidez
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A rubéola é uma doença infecciosa causada por um vírus (rubivírus).

Transmite-se através do contacto com pessoas infectadas, sendo o período de máximo perigo alguns dias antes e durante o aparecimento dos primeiros sintomas. O primeiro sintoma, em crianças, costuma ser lesões de pele (exantema), mas, em adultos jovens, pode haver sintomas inespecíficos precedentes à erupção cutânea, como febre, anorexia, dores de garganta, tosse discreta, conjuntivite e dores de cabeça.

O exantema aparece primeiro na face e rapidamente espalha-se pelo corpo no final do primeiro dia, surgindo sob forma de manchas ou “bolinhas”, róseas, discretas e não confluentes, que desaparecem num período de três dias. No entanto, em 50% dos casos, a infecção ocorre sem presença de sintomas.

Actualmente, existe um exame de sangue chamado Inibição da Hemaglutinação (IH) que nos dá a informação sobre se a pessoa é ou não imune ao vírus da rubéola. Pessoas com valores de IH > ou = a 1/16 estão protegidas, enquanto que uma IH < 1/16 indica que a pessoa ainda pode ter a infecção. Outro teste, o ELISA IgM (mede a quantidade de anticorpos ou defesas recentes do organismo), deve ser realizado quando há a suspeita de rubéola, confirmando a doença se der positivo. No diagnóstico pré-natal, detecta-se ainda IgM no cordão umbilical, além de ser possível o diagnóstico por PCR (reação em cadeia da polimerase) em líquido amniótico.

Se a mãe contrair rubéola durante a gravidez, o bebé poderá sofrer afecções graves, sobretudo se o contágio ocorrer nas primeiras 12 semanas de gestação. Com menos de 12 semanas de gravidez, por volta de 80% dos fetos são afetados e entre 12 e 16 semanas, metade dos expostos serão afetados.

A rubéola poderá afectar o coração e o sistema nervoso e provocar surdez e cegueira. Poderá ainda originar um aborto espontâneo ou um nado-morto. Muitas crianças afectadas podem apresentar atraso de crescimento, encefalite, microcefalia, alterações nos pulmões, fígado e ossos, e diminuição das plaquetas (trombocitopenia).

Não existe tratamento específico para a rubéola, apenas medidas de suporte e de combate dos sintomas. Não é aconselhável a vacinação durante a gravidez, devido aos riscos teóricos por se tratarem de vírus atenuados.

Acredita-se que 70 a 80% das mulheres em idade fértil sejam imunes à rubéola. Contudo, 20 a 30% das mulheres que podem engravidar correm risco de contrair a doença e devem ser vacinadas até 90 dias antes da concepção, devendo evitar a gravidez no prazo mínimo de três meses após terem sido vacinadas.

A atitude mais prudente será, antes da concepção, certificar-se de que é imune à rubéola (peça análises ao seu médico de família). E faça esta análise mesmo que pense ser imune à rubéola, ou que já terá sido vacinada (a imunidade pode não ser vitalícia!). Se não for imune vacine-se e tente não engravidar nos três meses seguintes. Faça novas análises para perceber se a vacina surtiu o efeito esperado.

Sabe-se também que mães infectadas pela rubéola podem amamentar normalmente, não sendo necessário o isolamento mãe e filho, devendo, porém, ser afastados dos demais (evitando possíveis contágios, o que ‘perpetua’ a doença).

Acautele-se!

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