Sabe qual a função da placenta?

Sabe qual a função da placenta?
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Sabe qual é a função da placenta? A placenta atua como pulmão fetal, rins, intestino e fígado. É um órgão de vida limitada que regula toda a atividade da gravidez.

Durante os nove meses da gestação, a placenta é o ninho do feto. Para além de proteger o futuro bebé de qualquer golpe ou traumatismo sofridos pela mãe, a placenta é responsável pela chegada ao feto de todos os nutrientes necessários para o seu desenvolvimento como, por exemplo, oxigénio, proteínas, lípidos e glicose. A sobrevivência do feto depende do bom estado da placenta.

Principais funções da placenta:

Na altura em que se forma, a placenta produz dois tipos de hormonas que serão imprescindíveis durante toda a gestação: a gonadotropina coriónica humana cuja missão é estimular o crescimento do útero armazenando nutrientes para alimentar o embrião e a hormona lactógena placentário, que permite saber se este órgão tem um bom funcionamento.

É também a placenta que permite a produção (apenas nas primeiras semanas) de três hormonas essenciais para a gravidez: os estrógenos, a progesterona e a prolactina, conjuntamente responsáveis pelo desenvolvimento dos seios maternos, do desenvolvimento dos músculos do útero e pela produção de leite materno.

A defesa do feto é uma das suas principais funções – a placenta não permite a passagem de algumas bactérias ou germens que possam prejudicar o desenvolvimento saudável do feto.

função da placenta

As defesas e os ataques:

Muito embora a função da placenta seja a defesa do feto da maioria de germens, existem outro tipo de agentes que podem ultrapassar a barreira placentária. Alguns medicamentos, o tabaco, o álcool e alguns vírus como os da sífilis, da toxoplasmose ou da rubéola conseguem passar e colocar o desenvolvimento do feto em risco.

Não só alguns elementos nocivos conseguem ultrapassar a barreira como também alguns dos anticorpos maternos, permitindo ao feto ganhar as proteções imunitárias necessárias para se defender dos microrganismos que o possam afetar.

A mulher grávida deverá ter em conta que, mais de 70 por cento dos medicamentos ultrapassam facilmente a barreira placentária.

Os antibióticos, as anfetaminas, os diuréticos, etc., atravessam a placenta podendo provocar problemas de saúde ao feto – deficiências cardíacas, deformações, desordens sanguíneas, entre outras.

Por tudo isto, a grávida nunca deve auto-medicar-se. Apenas os medicamentos prescritos pelo médico são seguros.

A comunicação entre mãe e filho

A placenta permite a comunicação entre a mãe e o bebé através do cordão umbilical. Este órgão também temporário, funciona de modo a que o feto tenha o aporte necessário de oxigénio, a alimentação para a sua sobrevivência e, para que também através dele, possa eliminar as várias substâncias nocivas que produz.

O cordão umbilical será o elo que liga a mãe e o bebé durante nove meses e até alguns minutos depois de nascer. Depois do corte do cordão a mãe já terá o seu bebé ao seu lado para amar e desfrutar.

A apresentação da placenta e o parto

Independentemente da sua apresentação: anterior – quando está perto do umbigo -,  posterior – quando está perto da coluna vertebral – não se altera o modo de finalização do parto.

Contudo, se a placenta está na parte baixa do útero – placenta prévia – o médico pode decidir realizar uma cesariana programada e não esperar por um parto natural.

Existem alguns casos em que a placenta se desprende, provocando a deficiente oxigenação e a nutrição do bebé. Esta situação pode originar um parto prematuro ou mesmo a morte fetal.

As causas do desprendimento da placenta podem ser diversas: hipertensão materna, albumina, mau funcionamento renal ou até devido aos movimentos fetais.

Independentemente da causa, este desprendimento provoca perdas sanguíneas e fortes dores abdominais. Nestes casos, e dependendo do tempo de gravidez, o médico depois de avaliar a situação, pode decidir submeter a futura mãe a um internamento com repouso absoluto e monitorização permanente ou realizar uma cesariana de urgência.

Expulsão da placenta

Cerca de dez minutos após o bebé nascer, deverá começar a expulsão da placenta, sendo que o médico ou a parteira deverão auxiliá-la, estimulando-a.

As contrações de expulsão não deverão ser mais do que quatro ou cinco e muito menos dolorosas do que as contrações do parto.

Após a expulsão, o médico ou a parteira verificarão se existem restos de placenta dentro do útero, para evitarem que a mulher sofra hemorragias no pós-parto. Caso as contrações terminem antes de expulsar completamente a placenta, o médico deverá extraí-la.

placenta

Destaque

O álcool e o tabaco contêm produtos químicos que passam quase na totalidade para o seu bebé. Convém erradicá-los durante a gravidez. A sobrevivência do feto depende do bom estado da placenta. Existem alguns casos em que a placenta se desprende, provocando a deficiente oxigenação e a nutrição do bebé.

A placenta atinge o seu auge cerca das 34 semana do período de gravidez. Depois dessa data, ela vai perdendo eficácia na função de transferência de nutrientes e oxigénio para o bebé. A partir daí ela vai ficando cada vez mais fibrosa (em vez de esponjosa) e tende a surgir coágulos de sangue e calcificações, sendo estes sinais de que os vasos sanguíneos estão a envelhecer.

Agora já sabe a importância da função da placenta.

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