Métodos de depilação: o que precisa de saber

Métodos de depilação: o que precisa de saber
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Saiba tudo sobre depilação, do simples uso da lâmina até às chamadas depilações definitivas

São vários os métodos de depilação existentes. Será que há riscos na depilação a laser? É preferível cera fria ou cera quente?

Saiba que cuidados deve ter, que métodos existem, e veja qual pode ser o mais indicado para si. Seja mulher ou homem.

Do rosto até às restantes partes do corpo, há milhares de anos que a humanidade dedica parte do seu tempo à remoção de pelos. Este hábito acompanhou tendências higiénicas, estéticas e até sociais, sofrendo alterações desde as grandes civilizações (como o Império Romano ou o Antigo Egito) até aos nossos dias.

Hoje em dia é um hábito comum na nossa sociedade. E a verdade é que cada vez mais homens já não se limitam a fazer apenas a barba. Também se depilam, pelas mais diversas razões, desfazendo estereótipos que consideravam que esta prática dizia respeito apenas às mulheres.

Acompanhando esta tendência foram também surgindo novos métodos de depilação. O tipo de pelo, o tom de pele, a comodidade, a eficácia e a carteira são questões a ter em conta no momento de escolher. Mas o mais importante é fazê-lo sem pôr em causa a saúde. Falamos com o dermatologista Orlando Martins para saber que cuidados se devem ter.

Depilação em casa

A pinça permite retirar os pelos pela raiz com facilidade. É simples, sem risco algum, mas muito pouco prático e só aplicável em certas áreas. O ideal é ser usada para o contorno das sobrancelhas e para remover um ou outro pelo solitário que tenha escapado a outro método.

O uso de lâmina é ainda bastante comum e tem também a vantagem de ser pouco dispendioso. Orlando Martins esclarece que se trata de um método em que “não há complicações” para além dos riscos de, se poder fazer um pequeno corte. Tenha também o cuidado de lavar bem a lâmina após a utilização.

O uso da lâmina pode deixar uma ligeira irritação na pele mas a maior desvantagem é que simplesmente corta os pelos junto à pele, não os retirando pela raiz. Resultado: os pelos crescem de novo mais cedo do que o desejado. O uso de um creme hidratante após a depilação é aconselhado.

Os cremes depilatórios dissolvem os pelos a partir da epiderme. É também um método simples e indolor. Trata-se de um método um pouco semelhante ao uso da lâmina mas que, por envolver o uso de químicos na composição do creme, implica que haja algum cuidado: deve-se remover devidamente qualquer resquício do creme após a utilização. E antes de usar convém primeiro testar numa zona pequena zona do corpo, para se ter a certeza de que o contacto com a pele não envolve reação alérgica.

O uso de máquinas depilatórias elétricas está também bastante difundido. O aparelho não deve ser partilhado com outra pessoa e implica algum cuidado na lavagem, por questões de higiene. O facto de se poder usar repetidas vezes sem necessidade de gastos extras torna-o um método bastante em conta. No entanto, embora seja simples, prático e até tenha bons resultados, já que arranca os pelos pela raiz, não quer dizer que seja o método ideal. Em boa verdade, é provavelmente o mais doloroso de todos os métodos.

Em casa ou num centro estético

O uso de cera costuma trazer consigo uma velha questão: deve-se usar cera quente ou fria? Depende. A cera quente ajuda a abrir os poros da pele. É, no entanto, um método que deve ser evitado em casa. Há zonas absolutamente proibitivas para o uso de cera – como o rosto – e, independentemente de ser quente ou fria, é bastante doloroso. Em caso de varizes, de alguma condição específica ou de peles particularmente sensíveis, será um método a evitar.

O dermatologista Orlando Martins alerta ainda que “se a cera for muito quente a pessoa pode apanhar um escaldão” e que é essencial não reutilizar a cera (seja a depilação feita em casa ou num centro). Trata-se de um caso claro em que poupar é contraproducente.

Convém não esquecer que este método implica que a banda depilatória seja retirada na direção contrária ao nascimento dos pelos. No caso dos homens convém também ter em conta que a densidade de pelos é maior nos homens que nas mulheres (e que a resistência à dor também será menor), o que quer dizer que se o método em si é doloroso para as mulheres, para os homens será mais doloroso ainda.

Depilação definitiva

Finalmente, vamos aos métodos mais recentes, mais dispendiosos e que implicam inevitavelmente o acompanhamento de um especialista – e que na verdade são também os que têm melhores resultados. Orlando Martins explica-nos que “aquilo a que se chama depilação definitiva não existe”. No entanto, “se se fizer bem a depilação – a laser ou pulsada – claro que a partir de certa altura há um ou outro pelo que nasce”, mas que será fácil remover com uma pinça (ou com nova sessão, para os mais perfeccionistas).

O dermatologista adianta ainda que a eficácia da depilação vai depender “do contraste entre o pelo e a pele”. E que “os melhores resultados obtém-se quando o pelo é grosso e há um contraste grande entre o pelo e a pele”.

Hoje em dia não há zonas intocáveis para a depilação. É possível fazer em qualquer parte do corpo, o que acontece é que “podemos ter uma intensidade para a zona das axilas e outra para a zona púbica”, esclarece o especialista. Estes métodos centram-se no pigmento dos pelos mas os aparelhos não distinguem entre pele ou pelo. É por isso importante, durante estas sessões, ter-se em atenção o nível de intensidade. “Tem de se ver sempre o tipo de pele” devido à intensidade da luz.

Se a pele for mais clara a intensidade tem de ser maior. Se for muitos escura, mais cuidados serão necessários para se evitarem queimaduras que, adianta ainda Orlando Martins, em casos mais complicados “podem deixar cicatrizes que demoram muito tempo a desaparecer”. Do mesmo modo, também “o número de sessões depende de vários fatores: intensidade da luz, da parte hormonal, do contraste entre pelo e pele”.

Por tudo isto quem opta por estes métodos deve também ter alguns cuidados extras: “a pessoa deve evitar vir bronzeada e não se deve fazer a depilação a cera na véspera”, diz-nos. Estes cuidados não implicam, apesar de tudo, que o método não seja seguro.

Orlando Martins explica-nos que “não há um desgaste para a pele”. Bem efetuados, estes métodos de depilação justificam a razão pela qual são mais dispendiosos: são também os mais eficazes em termos de resultados a longo prazo. E se no final da sessão sentir uma ligeira irritação, não se assuste: é bom sinal. Só no caso de ser doloroso ou se notar alguma queimadura é que deve ter maiores preocupações.

Terminada a sessão, pode-se colocar compressas com água fria e eventualmente um creme para contrariar a irritação da pele. Além da sensação de conforto será também um pequeno “mimo”, que aliviará a irritação e ajudará a hidratar a pele.

Finalmente, se o facto de ser homem ou mulher não é implica cuidados específicos, deve-se evitar estes métodos de depilação em idades muito precoces. Orlando Martins defende que só se devem escolher a depilação a laser, ou de luz pulsada, quando já há uma boa definição da adolescência e quando há já algum equilíbrio hormonal”, o que em geral não costuma acontecer antes dos 16 anos.

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