Toxina botulínica e ácido hialurónico: quais as diferenças?

Toxina botulínica e ácido hialurónico: quais as diferenças?
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Para quem deseja um ar mais jovem e não quer recorrer à cirurgia, a toxina botulínica e o ácido hialurónico são uma solução.

Com o passar dos anos, ganhamos experiência e sabedoria… mas também ganhamos algumas rugas! Há aqueles para quem isso não é uma preocupação, mas outros não se sentem confortáveis quando olham para o espelho e vêem um corpo que vai mostrando sinais de envelhecimento.

São dois dos mais conhecidos tratamentos estéticos. Talvez porque permitem livrarmo-nos de uns anos, sem recorrer à intervenção cirúrgica. No entanto, embora o resultado pretendido seja o mesmo, o tipo de situações em que são aplicados são um pouco diferentes, como nos explicou a especialista em cirurgia plástica e reconstrutiva Luísa Magalhães Ramos.

A toxina botulínica tem muitas aplicações (estéticas e não estéticas). É conhecida pelo nome de Botox® e “pode ser usada para rejuvenescimento, por exemplo, nas rugas de expressão do rosto, particularmente da testa e olhos (pés de galinha)”, explica a cirurgiã. É uma proteína purificada que reduz a atividade dos músculos que, como ficam com o movimento diminuído, provocam um efeito de “descanso” da pele e atenuamento das rugas.

É um tratamento que não deve assustar nem mesmo os mais sensíveis e impressionáveis já que, de acordo com Luísa Magalhães “a aplicação é rápida e as agulhas utilizadas extremamente finas, pelo que não é necessária qualquer anestesia e o desconforto é mínimo e breve.”

O ácido hialurónico é, ao contrário do Botox, uma substância que podemos encontrar no nosso organismo, sobretudo quando somos jovens e a nossa pele é lisa e elástica. Na juventude “a nossa pele contém muito ácido hialurónico, uma substância do nosso organismo que preenche os espaços entre as células.

Com o avanço da idade, o ácido hialurónico diminui, diminuindo também a hidratação e elasticidade da pele, o que contribui para o aparecimento de rugas”, aclara Luísa Magalhães Ramos. “Assim, quando injetado na pele, o ácido hialurónico tem a capacidade de ‘chamar’ moléculas de água para o local tratado e aumentar o volume dessa área específica, permitindo um rejuvenescimento imediato e discreto” refere. É usado, por exemplo, nas rugas nasogenianas (as rugas que vão do nariz ao canto dos lábios), no preenchimento de olheiras, de lábios e nas maçãs do rosto. Tem ainda outras aplicações, podendo ser usado como biomodulador do perfil do nariz e no tratamento do perfil do queixo (mentoplastia).

A diferença entre o ácido hialurónico e a toxina botulínica é sobretudo a forma de atuação: ao passo que o ácido hialurónico preenche as rugas, a toxina botulínica atenua-as, através do relaxamento temporário dos músculos que se encontram por baixo da pele e cujo movimento provoca as rugas de expressão.

As técnicas não são, no entanto, incompatíveis, podem mesmo ser usadas em simultâneo, o que “otimiza os resultados, permitindo um rejuvenescimento acentuado. Pode até dizer-se que as duas técnicas se complementam, permitindo um resultado muito natural, sem alterar a expressão facial”, refere Luísa Magalhães Ramos.

O Botox® acabou por ganhar alguma “má fama”: eliminar as expressões faciais de quem o coloca, tornando o rosto inexpressivo e pouco natural. A cirurgiã esclarece no entanto que, por regra, essa expressão pouco natural deve-se a um excesso de dose em determinados pontos: “o objetivo da toxina botulínica não é ‘paralisar’ as expressões, mas sim relaxar os músculos de forma a suavizar a expressão.

Com a dose certa – com ‘peso e medida’ – e com uma técnica médica adequada a toxina botulínica produz excelentes resultados”, revela. Certo é, porém, que, para prevenir estas e outras complicações, é importante que as pessoas optem por profissionais especializados e aptos a fazer este tipo de tratamento. Até porque, no limite, uma aplicação mal feita aumenta a possibilidade de o paciente vir a sentir outros efeitos secundários que não são meramente estéticos, nomeadamente dificuldade em realizar movimentos básicos e essenciais como mastigar, piscar os olhos, deglutir ou mesmo respirar.

 

5 Perguntas e respostas sobre Botox® e ácido hialurónico

O efeito é imediato?

Com o ácido hialurónico os resultados são imediatos, no caso do Botox® é necessário esperar cerca de 2 ou 3 dias até ao efeito desejado.

Quanto tempo dura o rejuvenescimento?

No caso do acido hialurónico a sua durabilidade é cerca de 9 a 12 meses, os resultados do Botox® são de aproximadamente 4 a 6 meses.

Há contraindicações para o uso de algum destes dois produtos?

Não é aconselhado a mulheres grávidas ou a amamentar, a pessoas com doenças autoimunes ou que façam algumas medicações crónicas.

Que efeitos secundários não desejáveis são possíveis?

Estão descritas algumas reações secundárias muito raras. Uma delas são cefaleias após a injeção de toxina botulínica. Para além disso, após o tratamento com ácido hialurónico pode haver um ligeiro edema ou pequenas equimoses no local das injeções, pelo que, idealmente, estes tratamentos devem ser programados de acordo com a vida profissional e social.

É aconselhado o uso de algum creme específico como forma de prolongar os resultados?

No caso do ácido hialurónico são recomendados alguns cremes específicos que ajudam a prolongar o resultado, mas sem obrigatoriedade de uso, servem apenas como complemento ao tratamento.

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