Porque nos dá prazer coçar?

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Já se sabia que o ato de coçar evoca sensações de recompensa e prazer em pacientes com prurido crónico. Mas agora um grupo de investigadores está mais perto de perceber por que motivo isso acontece, revela um estudo publicado no Journal of Investigative Dermatology.

Através da realização de ressonâncias magnéticas funcionais, os investigadores da Escola de Medicina da Universidade de Temple, nos Estados Unidos da América, analisaram a atividade cerebral de 10 pacientes com prurido crónico e 10 indivíduos saudáveis enquanto estes se coçavam.

Depois de lhes ter sido induzida a sensação de prurido nos antebraços, os resultados das ressonâncias magnéticas funcionais mostraram que as áreas envolvidas no controlo motor e processamento da recompensa estavam mais ativadas nos pacientes com prurido crónico enquanto se coçavam. De acordo com os investigadores, esta atividade excessiva pode ajudar a explicar a sensação viciante do coçar para estes pacientes.

Porque nos dá prazer coçar?

O ato de coçar é um sintoma importante em doenças dermatológicas como o eczema atópico e a psoríase e há que ter cuidado com ele. “Apesar de ser, à primeira vista, agradável, o coçar contínuo pode conduzir a um aumento da intensidade do prurido bem como dor e danos permanente da pele. Desta forma é importante compreender a atividade cerebral que pode induzir este comportamento patológico”, advertiu em comunicado de imprensa um dos autores do estudo publicado no Journal of Investigative Dermatology, Hideki Mochizuki.

Os investigadores já tinham previamente analisado os mecanismos cerebrais envolvidos no ato de coçar e na sua associação com o prazer, mas apenas em indivíduos saudáveis. Agora neste estudo os investigadores resolveram analisar a atividade cerebral enquanto os pacientes com prurido crónico se coçavam.

Segundo Hideki Mochizuki, os resultados obtidos no estudo “podem permitir identificar e aprofundar o conhecimento da rede cerebral que está na base do ciclo do prurido e coçar nos pacientes com prurido crónico. Este conhecimento pode conduzir a novas terapias para estes pacientes”.

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