ADVERSIDADE: 5 dicas para continuar a dizer sim à vida

Optimismo é importante, veja como melhorar o seu!

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Passar por momentos difíceis, quem nunca?

Não querendo ser pessimista, a verdade é que a vida está cheia deles! Podem ser os contratempos do dia a dia, como podem ser o tipo de problemas que nos afeta por anos.

Acontece que, em determinados problemas entramos em desespero e ficamos paralisados, sem saber o que fazer. As soluções parecem não existir e perguntamos “Mas porquê que isto me está a acontecer?”.

William E. Henley

Comecei o artigo com um poema de William E. Henley, Invictus, que é um tributo à resiliência, à força interior que todos nós temos, e que nos ajuda a continuar de cabeça erguida mesmo quando somos “esmagados” pelos problemas. Foi o poema que inspirou Nelson Mandela a aguentar os anos na prisão e a continuar a sua luta contra o apartheid.

Contudo, a ideia deste artigo não é a de fazer-nos sentir pena de nós próprios, mas sim ajudar a orientar o pensamento para a ação, para a procura de soluções. Para encontrar a nossa resiliência, mesmo quando parece ser impossível.

Então o que podemos nós fazer para restaurar a nossa força interior quando ela está estilhaçada e parecem não haver soluções para enfrentar o problema?

Encontre um propósito para sua vida!

Sem um propósito para dar significado à nossa vida, estamos perdidos e somos prisioneiros do destino, das decisões dos outros e dos padrões negativos que parecem não ter fim na nossa vida.

Quando os piores momento nos batem à porta é preciso encontrar um propósito, um significado, para tudo o que nos acontece e para continuar a viver a vida com graciosidade.

Aos 15 anos perdi a minha mãe e esse foi sem dúvida o momento mais difícil da minha vida até agora. A minha mãe era tudo para mim, o meu porto seguro, a minha amiga, a minha confidente. Além de que, depois desse acontecimento a minha vida sofreu grandes mudanças.

Para um problema como este não há solução, nada poderia trazer a minha mãe de volta. Então o que é que eu fiz? Tomei a decisão de seguir com a minha vida para a frente. Fiz o luto e concentrei-me nos estudos e nos meus objetivos, propondo-me a fazer tudo o que estivesse ao meu alcance para os alcançar.

Ao escolher perseguir os meus sonhos em vez de entrar numa espiral de negatividade permitiu-me fortalecer enquanto pessoa, apreciar o lado bom da vida e a encontrar um significado para os acontecimentos adversos.

Aumente os seus recursos!

Se a todos nós acontecem problemas e situações difíceis de ultrapassar, porque é que nem toda a gente fica com depressão?

A verdade é que não existem pessoas mais fortes ou mais fracas, existem sim pessoas com mais recursos do que outras.

A maneira como respondemos a eventos de vida negativos é influenciada pelos recursos que temos disponíveis, e estes poderão ser:

  • Pensamentos adaptativos: ter a capacidade de pensar de uma forma realista e saudável, tentando desafiar os pensamentos irracionais assim como os padrões de pensamento negativos.
  • Auto-estima: crença de que temos valor próprio, de que somos importantes e que merecemos ser felizes.
  • Auto-eficácia: confiança em nós próprios para resolver os problemas com que nos deparamos assim como de conseguir as coisas que queremos.
  • Comunicar eficazmente: habilidade em expressar os nossos pensamentos, sentimentos e o que queremos de uma forma clara e assertiva.
  • Apoio Social: amigos, familiares e rede social aos quais podemos aceder sempre que necessitamos.
  • Interesses: tudo o que fazemos para além dos nossos compromissos, apenas por prazer.

Que recursos já tens?

Quais são os que gostarias de adquirir? Que precisas de fazer para desenvolver esses recursos?

Estabelecer objetivos!

Os objetivos dão-nos um sentido de direção e um propósito, para além que ajudam-nos a implementar as mudanças que queremos para a nossa vida.

É importante termos objetivos em diversas áreas da nossa vida!

Se não sabes bem quais são os teus objetivos e como os podes começar a implementá-los na tua vida, aqui estão algumas dicas:

  • Os objetivos devem ser específicos e responder a questões tais como: quem, o quê, onde, porquê, quando e como. Ou seja, devem especificar comportamentos que queremos empreender. Objetivos como “quero ser feliz”, “quero estudar mais” ou “vou ser uma pessoa mais calma” são problemáticos porque não significam nada e dificilmente saberemos como pô-los em prática.
  • Os objetivos devem ser medíveis. Nos exemplos da alínea de cima seria muito difícil medir o nosso progresso nesses objetivos, ou seja, um bom objetivo deve ser possível avaliar se estou a fazer progressos ou não.
  • Os objetivos devem ser realistas e atingíveis, ou seja, eu não posso esperar ser uma bailarina profissional se não pratico a dança.
  • Os objetivos devem ser relevantes, isto é, devem ser significativos para nós e estar em consonância com os nossos valores intrínsecos.
  • Os objetivos devem ter uma data para estabelecer um plano de ação e tentar atingi-los na data definida. As datas limites ajudam-nos a estar comprometidos com os objetivos.

Fortalecer as relações com os outros!

Partilhar conversas, momentos e emoções com os outros faz-nos sentir melhores quando estamos em baixo. Saber que estamos a ser ouvidos pode até mesmo ser curativo.

Quando desabafamos com alguém várias coisas podem acontecer: somos apoiados emocionalmente, conhecemos uma perspetiva diferente acerca dos nossos problemas, obtemos ideias e estratégias para resolver os nossos problemas, informações úteis e práticas que nos podem ajudar e sentimo-nos valorizados.

Assim que, falar é terapêutico e partilhar as nossas preocupações faz-nos sentir menos sobrecarregados.

Mas também é verdade que, por vezes, quando nos abrimos as pessoas dão-nos conselhos que não nos ajudam em nada e que ainda nos podem fazer sentir piores.

Nestes casos, quando tomarmos as nossas decisões, não devemos sentirmo-nos pressionados a seguir uma determinada direção ou influenciados na nossa escolha. As escolhas são apenas da nossa responsabilidade já que somos só nós quem vai lidar com sua as consequências. Por isso, devem ser feitas com base naquilo que a nossa mente e coração nos dizem.

Ás vezes pode ser importante pedir às pessoas que apenas nos oiçam e nada mais.

Confie na sua capacidade de resolução de problemas!

Ser auto-eficaz, isto é, ter a confiança de que é capaz de resolver os seus próprios problemas e de que consegue alcançar tudo a que se propõe, tem um papel preponderante na motivação e na manutenção da perseverança para alcançar os objetivos estabelecidos.

A auto-eficácia é uma perceção, que pode ser reformulada ou modificada e que varia de tarefa para tarefa, na medida em que algumas coisas somos mais auto-eficazes do que noutras. Por exemplo, posso sentir-me mais auto-eficaz na minha capacidade para fazer amigos, mas não tanto na minha capacidade para preparar uma sobremesa, ou vice-versa.

A questão é que se confiarmos na nossa capacidade para realizar determinada tarefa, é muito provável que a realizemos com sucesso, assim como, o contrário também vale.

A nossa auto-eficácia é influenciada pelas experiências de sucesso e de insucesso passadas. As experiências em que nos saímos bem, fazem-nos querer realizar tarefas cada vez mais desafiadoras e vice-versa, ou seja, episódios repetidos de insucessos diminuem a nossa confiança.

Para construir a auto-eficácia, é importante pensarmos de forma realista, reconhecendo as competências e habilidades que já possuímos.

Reconhecer que no passado já ultrapassamos situações similares com sucesso, reforça a perceção de que temos a capacidade de ser bem sucedido desta vez.

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