Falta de auto-estima: 5 hábitos que a mantêm (e como acabar com eles)

Atualizado a:

Quantas vezes já sentiu que a falta de auto-estima impediu de viver a vida que sempre desejou? De seguir os seus objetivos?

Quantas vezes a falta de auto-estima foi um entrave para te relacionares com as pessoas? Quantas vezes te sentiste inadequado ou envergonhado na presença dos outros?

Quantas vezes ficas-te deprimido por achares que os outros são melhores do que tu?

Acredites ou não, a auto-estima (ou falta dela) pode ter um grande impacto na tua vida e na forma como te sentes na maior parte do tempo.

Auto-estima é a forma como percepcionamos o nosso valor próprio enquanto seres humanos, e tudo aquilo que percepcionamos torna-se real para nós.

Se achas que a falta de auto-estima está a afetar algumas áreas da tua vida, então aqui vai uma lista com 5 hábitos que provavelmente tens e que estão a prejudicar-te:

Hábito 1: Comparar-se com os outros

Todos nós temos um amigo ou conhecido que parece ter uma vida de sonho: tem uma família perfeita, um emprego que lhe assegura um bom rendimento, inteligência para dar e vender, competências sociais muito boas, uma boa casa, montes de amigos e por aí adiante…

Tu até gostas muito da companhia dele, mas não consegues deixar de sentir um certo desconforto quando estás na sua presença.

Pois é, comparar-se aos outros é lixado. Mas a verdade é que sempre haverá pessoas que estão muito melhores do que nós, que são mais atrativas, que são mais inteligentes, que têm mais amigos, mais isto e mais aquilo… Sim, é deprimente ter noção disto, mas lembra-te que também há o contrário, há pessoas muito menos privilegiadas do que tu!

O segredo passa por deixares de perder tempo a comparares-te com os outros e começares a estabelecer objectivos realistas que te permitam alcançar a vida que sempre desejaste. Para além disso, aprende a desfrutar desse caminho (bem atribulado) que irás percorrer para alcançares o sucesso.

Hábito 2: Valorizar-se com base no que conquistou 

Vivemos numa sociedade, em que cada vez mais, nos faz acreditar que só teremos valor próprio quando conseguirmos atingir determinadas conquistas. Parece que só serás alguém na vida quando tirares um curso superior, quando tiveres um emprego bem remunerado, quando tiveres uma família, quando tiveres um carro topo de gama, quando perderes peso, e a lista parece nunca mais acabar…

E de facto, não há qualquer problema em querer que todas estas coisas aconteçam na nossa vida.

O problema começa quando, de forma consciente ou inconsciente, achamos que só teremos valor próprio quando conseguirmos atingir todos estes objetivos.

É normal ficarmos deprimidos quando as coisas não nos correm bem, mas é completamente inútil pormos em causa o nosso valor próprio e categorizarmo-nos de estúpidos, desprezíveis ou fracos por algum insucesso ou erro que tenhamos cometido.

Quando as coisas não correm como nós queremos e falhamos em tentar atingir determinado objetivo, é importante termos consciência de que os fracassos fazem parte da vida e que o mais importante é aprender com a experiência para melhorarmos e não voltarmos a cair no mesmo erro. Para além do mais, devemos ter a consciência de que na altura fizemos o melhor que sabíamos, o que pode não ter sido o suficiente, e por isso, é natural que as nossas decisões nem sempre sejam as mais adequadas.

Hábito 3: Necessidade de aprovação excessiva

Quem é que não deseja ser aprovado pelos outros?

Todos nós, de uma maneira ou de outra, procuramos ser aceites e aprovados.

No entanto, o que varia é o grau de necessidade em ser aprovado. Por exemplo, para algumas pessoas basta-lhes serem aceites e/ou reconhecidos pelos mais chegados (familiares, amigo e patrão). Mas para outras é muito importante que (quase) toda a gente goste delas.

Quanto maior é a necessidade em ser aceite, maior é a disposição para deprimir, ficar ansioso e ter uma auto-estima cada vez mais pobre.

O importante aqui, talvez seja ter a consciência de que nunca conseguiremos agradar toda a gente, mas mesmo que conseguíssemos seria a coisa  mais desgastante e inglória que faríamos na vida.

Para além do mais, também não há que ter medo em se destacar dos outros. Uma forma de nos tornarmos infelizes é deixarmos de ser nós próprios só para não sermos criticados, e assim, aos poucos vamos perdendo a nossa essência e a alegria de viver.

Quando as pessoas ficam demasiado preocupadas com aquilo que os outros pensam, elas sentem-se diminuídas, sentem que têm pouco valor enquanto pessoas devido ás suas diferenças.

Mas, por outro lado, quando as pessoas aceitam que elas também têm o direito à sua diferença e que não são menos do que os outros por isso, estando dispostas a mostrar o seu verdadeiro Eu, então aí elas estarão confortáveis com elas próprias.

A melhor atitude será aceitar as nossas diferenças e tolerarmos as diferenças dos outros.

Hábito 4: Desvalorizar os sucessos

Quando és elogiad@ qual é, normalmente, a tua reação? Acreditas que a pessoa disse o que ela realmente sentia ou achas que ela te elogiou só para ser simpática?

Quando fazes alguma coisa com sucesso acreditas que isso foi fruto do teu trabalho ou achas que as coisas correram bem porque estavas com sorte?

Mesmo quando as coisas nos correm bem, a falta de auto-estima pode tirar-nos o prazer das nossas vitórias e levar-nos a ignorar, desqualificar ou a subestimar qualquer coisa que tenha fugido à perceção negativa que tínhamos inicialmente acerca de nós próprios.

Se isto te acontece, então talvez seja altura de começares a apreciar e a reparar em todos os sucessos (por mais pequenos que sejam) que todos os dias te acontecem.

Hábito 5: Ter pensamentos auto-críticos

O facto de, por vezes, as tuas ideias negativas sobre ti próprio se confirmarem, pode provocar uma inundação de pensamentos auto-críticos.

Estes pensamentos poderão levar-te a entrar numa espiral destrutiva de ataques a ti próprio e a pores em causa o teu valor enquanto pessoa; o que terá um grande impacto na forma como te sentes e como lidas com a vida.

Quando as coisas não correm como tu queres, costumas ser duro contigo próprio? O que é que te passa pela cabeça?

Aprende a aceitar aquilo que és incondicionalmente, e a aceitar que o teu lado menos bom também é válido e é passível de ser mudado e melhorado, não obstante, possa ser um processo difícil.

Além do mais, há coisas que não conseguimos mudar, e é preciso ter flexibilidade para perceber que as coisas são como são, e não têm de ser de outra maneira.

Muitas vezes pensamos “eu devia ser mais assim, ou eu devia fazer isto, ou eu devia ter agido de forma diferente”. Experimenta mudar estes pensamentos para algo mais realista como: “Eu não tenho de ser mais assim. Eu dou o meu melhor e normalmente safo-me bem. Às vezes cometo alguns erros, mas toda a gente os comete. Não existem pessoas perfeitas”.

Isto significa que não deveremos categorizar-nos com base em alguns dos nossos defeitos, mas aceitarmos a nós próprios tal como somos com todas as imperfeições inerentes à nossa condição de ser humano.

você pode gostar também